12 Dias em NY: Buscando por Deus

12 Dias em NY: Buscando por Deus

Os dias são corridos – Acordo às 6h e fico pensando no que poderia estar fazendo enquanto tento dormir até mais tarde. Logo levanto da cama e começo a trabalhar no cronograma do dia ou aproveito para uma corrida no parque do bairro (que, se você nos acompanha no Stories do Instagram, já conhece bem). Eu não trouxe minha Bíblia impressa comigo e, por isso, não conseguia lembrar onde parei minha leitura. Decidi então retomar pelo Salmo 81 e, assim, ter um tempo de mais qualidade com Deus.

“Eu tirei das costas de vocês as cargas pesadas, fiz com que vocês ficassem livres de carregar os cestos cheios de tijolos. Quando estavam aflitos, vocês me chamaram, e eu os salvei. Lá de onde eu estava escondido, na tempestade, eu lhes respondi. Eu os pus à prova na fonte de Meribá. Eu sou o Senhor , o Deus de vocês, sou aquele que os tirou da terra do Egito. Abram a boca, e eu os alimentarei. Salmos 81:6‭-‬7‭, ‬10

Minhas últimas orações foram quase que exclusivamente de agradecimento, mas hoje eu queria ouvi-Lo. Num momento da corrida eu estava num banco em frente a um daqueles cinemas clássicos e fiquei pensando no quanto sou feliz por realizar esse sonho. Sempre que vejo crianças ao redor nas praças, quadras e escolas fico pensando se elas sabem o quão abençoadas são por estarem ali e terem acesso a tudo que tem. Eu sei que o dinheiro em si não garante felicidade nessa vida, mas essa é uma nação próspera, sem dúvidas.

Ainda na busca por ouvir Deus, no fim da tarde estávamos a caminho da ponte do Brooklyn quando descobrimos que o metrô que nos levaria até lá não estava funcionando. Ficamos “perdidos” por algum tempo, pensei em adiar, até que recorri ao Uber pela primeira vez e em 3 minutos voltamos à nossa programação. Essa corrida acabou se tornando um dos momentos mais edificantes da viagem.

Eu não sei o que acontece, mas, em viagens, parece que a gente se conecta na hora com motoristas, não é mesmo? Talvez pelo alívio e confiança de estar com alguém que sabe para onde ir. Eu não conseguiria lembrar seu nome mesmo se tentasse, não vi nada além dos seus olhos pelo retrovisor, mas ele me perguntou de onde eu era e, logo que disse que era do Rio, perguntou o que representava o Cristo Redentor.

Ele, imigrante do Marrocos e muçulmano, começou uma conversa sobre sua perspectiva acerca de Jesus, o Reino de Deus e como os filmes são incapazes de representar algo tão profundo e espiritual. Concordamos em alguns aspectos e, nessa breve corrida, pude aprender muito com ele e ser grato pela diversidade que encontramos aqui.

A viagem vai ganhando uma nova perspectiva e profundidade na minha vida.

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