Não importa a tiara de flores de plástico

 

Hoje pela manhã estive em um casamento coletivo no Fórum de Volta Redonda – Cheguei às 8:50 e em menos de 1 hora estava indo embora. O espaço, embora pareça grande, ficou pequeno em questão de segundos. Às 9h dezenas de casais (e padrinhos, e filhos, e pais) começaram a chegar. Para quem trabalha ali era mais um dia de rotina, mais uma sexta. Já para quem estava se casando, esse era um dia aclamado, não importa o orçamento, não importa a tiara de flores de plástico, não importa a cor do vestido, não importa a camisa de malha do noivo.

Acho interessante muitos casais adiarem a decisão do casamento por questões financeiras, por fazerem questão das “aparências”, enquanto nessa manhã dezenas decidiram não mais adiar, independente das circunstâncias. Teve emoção, teve lágrimas, teve votos, teve o primeiro beijo de, enfim, casados.

Mas o que mais me marcou foi o esforço do juiz em não deixar aquele dia cair na rotina. Ele tinha uma série de regras a seguir, apenas alguns minutos para a cerimônia (eram dezenas de casais, mas apenas 12 por vez), mas fez questão de dar algumas palavras de sabedoria, falar sobre o amor e ensaiar com todos eles o momento de cada um trocar as alianças e dizer sim. Teve espaço para os fotógrafos, para os parentes intrometerem e conseguirem o melhor ângulo para as selfies, mas apenas uma única salva de palmas (sem gritos ou qualquer coisa do tipo ele deixou bem claro), afinal, este não é um recinto qualquer.

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